Preso por blasfêmia, pastor paquistanês tem pedido de fiança negado
Governo limita a liberdade religiosa utilizando-se, principalmente, da polêmica lei de blasfêmia
No Paquistão, a
Constituição estabelece o islamismo como a religião do Estado,
declarando, também, que as minorias religiosas devem ter condições para
professar e praticar sua religião em segurança. Apesar disso, o governo
limita a liberdade religiosa utilizando-se, principalmente, da polêmica
lei de blasfêmia.
De acordo com o The Christian Post (CP) paquistanês, um pastor preso
por blasfêmia, em Sanghla Hill, província de Punjab, teve seu pedido de
liberdade sob fiança negado.
Karama Patras foi detido após a polícia o ter levado em custódia quando um grupo de muçulmanos atacou sua casa.
Patras conduzia uma reunião de oração no lar de uma família cristã
quando alguém levantou questões sobre a festa islâmica do sacrifício,
Eid-ul-Adha, e o que a carne desse sacrifício significa para os
cristãos.
Quando ele respondeu com versículos da Bíblia – trecho de 1 Coríntios
10:28-29 - vizinhos muçulmanos ouviram a discussão e, rapidamente,
chamaram outros.
Quando o encontro terminou e Patras já voltava para casa, ele ouviu,
através de alto-falantes das mesquitas, irmãs apelando a seus colegas
muçulmanos para que punissem o pastor por proibir o Eid-ul-Adha aos
cristãos.
"O pastor Karama Patras é um blasfemo, infiel, merece ser morto",
escutava-se pelas ruas. Nesse momento, segundo o CP, centenas de
islâmicos atacaram a casa de Patras.
Oficiais dirigiram-se até o local e resgataram o pastor da fúria da multidão, que o agredia e destruía sua casa.
Patras foi acusado nos termos do Artigo 295, A- das notórias leis de
blasfêmia do Paquistão. Ele é representado por Tahir Naveed, mesmo
advogado de defesa do caso de Rimsha Masih. Ore em favor dessa causa,
para que a Justiça alcance o pastor e sua fé no Senhor seja honrada.
Fonte: Portas Abertas
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