Mesmo decepcionada com a `quebra´ da promessa feita pelo presidente Barack Obama, em priorizar a libertação do pastor Saeed Abedini durante acordo nuclear com o Irã, sua esposa Naghmeh Abedini considerou que a decisão `faz sentido´
Fonte: Guia-me / com informações The Christian Post | 17/07/2015 - 10:00
Mesmo
decepcionada com a 'quebra' da promessa feita pelo presidente Barack
Obama, em priorizar a libertação do pastor Saeed Abedini como condição
em acordo nuclear com o Irã, sua esposa Naghmeh Abedini considerou que a
decisão "faz sentido", em declaração nesta quarta-feira (15).
"Você sabe que faz sentido. É algo que
eles têm esclarecido a mim e outras famílias, desde o início, que ele
não seria parte do acordo. Eles disseram isso. Cada vez que fui chamada
ao Departamento de Estado e à Casa Branca tem sido assim", disse Naghmeh
Abedini à CNN, depois de ouvir Obama explicando a um repórter porque o
acordo não envolveu a libertação do pastor e de outros três americanos
detidos no Irã.
"Ninguém está contente, nossos diplomatas e
nossas equipes estão trabalhando diligentemente para tentar tirá-los",
disse Obama em uma coletiva de imprensa na Casa Branca.
"Agora, se a questão é 'por quê nós não
seguramos as negociações por causa das libertações', vamos pensar na
lógica da situação. De repente o Irã percebe: 'Quer saber? Talvez
podemos obter concessões adicionais além dos americanos, mantendo esses
indivíduos'", considerou o presidente.
"E, a propósito, se tivéssemos deixado o
acordo nuclear, nós ainda estaríamos na difícil tentativa de libertar
essas pessoas", acrescentou Obama. "É por isso que essas questões não
estão conectadas, mas estamos trabalhando todos os dias para tentar
libertá-los e não vamos parar até que eles voltem para suas famílias."
Naghmeh disse que apesar de compreender a
realidade das negociações, ela ainda tinha esperança de que
"marginalizá-las" com as autoridades iranianas resultaria na libertação
do marido. Ela também deixou claro que nunca pediu que a libertação de
Saeed fosse parte do acordo nuclear.
"Eu sou uma das famílias que Obama se
encontrou em janeiro deste ano, e vi sinceridade e preocupação quando
nos encontramos. Ele se voltou aos meus dois filhos e disse que iria
tentar fazer de tudo para trazer Saeed e outros americanos", disse
Naghmeh. "Acho que o acordo nuclear tornou mais difícil. Nunca pedi para
Saeed ser parte do negócio, mas eu esperava que, nos bastidores, sua
libertação teria sido garantida pela influência que ainda temos com o
governo do Irã".
Fé nas más circunstâncias
Naghmeh, que tem o marido preso no Irã por
sua fé cristã desde 2012, diz que ela ficou "sensível" quando sua
esperança não se concretizou esta semana, mas acredita que Obama está
"preocupado".
"Foi difícil não ouvir boas notícias, eu
acho que coloquei muita expectativa e esperança de que com o acordo, eu
iria receber uma chamada dizendo que meu marido estava voltando para
casa. Foi difícil ouvir que não", acrescentou.
Naghmeh observou que o marido continua se
apoiando em sua fé cristã para permanecer forte na prisão, mas continua
seu calvário doloroso.
"Ele está lá por causa de sua fé em Cristo
e tem sido essa fé que dá força a minha família e à Saeed. Ele tem sido
colocado em solitárias, ele teve dor física, ele sofreu espancamentos. E
ele pode continuar por causa disso", disse Naghmeh.
"Ele é muito emocional, e ficou fora de
quase quatro aniversários. A minha filha fará nove anos em poucos meses e
ela tinha cinco anos da última vez que o viu. Isso é realmente duro
para ele, porque ele perdeu tantos marcos de nossas crianças em
crescimento."
Fonte: CPAD NEWS
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