Ativista chinês revela como foi a fuga espetacular
O ativista chinês que fugiu de sua prisão domiciliar e pediu refúgio na embaixada americana onde recebeu apoio e agora poderá ir para os Estados Unidos. Em entrevista com a BBC, Chen Guangcheng revelou como foi a fuga.
- (Foto: Reuters)Chen Guancheng, ativista chinês que denunciou abortos e esterilizações forçadas em cerca de 7 mil mulheres de sua província, Shandong, na China.
“No quinto muro, eu machuquei meu pé, então depois disso eu não conseguia caminhar direito, e tive que rastejar pelo resto do caminho. Eu rastejei por alguns quilômetros, até ser recebido por um de meus amigos”, disse ele à BBC.
Chen se refugiou na embaixa americana e passou lá seis dias até obter acordo com o governo chinês para sua proteção. Sua visita despertou uma crise diplomática entre os Estados Unidos e a China e lhe foi garantido proteção e permissão para sair do país. Chen optou por deixar o país com a “desculpa” de estudar fora.
Na semana passada, depois de deixar a embaixada, ele foi tratar de seus ferimentos no hospital. Lá, ele recebeu a visita de funcionários do governo que afirmaram que já iniciaram o procedimento para a obtenção do passaporte.
Além disso, Chen recebeu também a promessa do governo de investigar as agressões físicas que ele e sua família sofreram, desde 2005, quando ele denunciou abortos forçados em massa na província de Shandong.
"Depois de ele ter tomado nota da minha declaração, disse-me que iriam lançar uma investigação, desde que comprovassem a existência de factos. Se tiverem provas de ilegalidades, então vão tratar esta questão de forma clara e aberta", disse Chen à Associated Press.
A mulher de Chen e seus dois filhos estão também no hospital à espera de autorização para saírem do país. Chen já recebeu uma oferta de bolsa de estudo nos EUA.
Apesar dessa vitória, o ativista cego continua a temer pela segurança do restante de seus familiares, que ainda vivem em Shandong.
Fonte: The Christian Post
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