Após pressão de extremistas islâmicos, autoridades fecham igrejas na Indonésia
Governo local alega que eles não têm a licença de construção
Duas igrejas católicas e uma protestante foram fechadas na Indonésia. O
governo local alega que eles não têm a licença de construção. No
entanto, na verdade o fechamento das igrejas foi resultado direto dos
protestos de islâmicos radicais.
Os protestos iniciados por uma ala de radicais islâmicos resultou no fechamento de três igrejas cristãs na província de Aceh, a única na Indonésia onde a lei islâmica (sharia) foi decretada.
De acordo com os radicais, as igrejas eram ilegais e eles exigiram – fazendo ameaças - a intervenção das autoridades. Para fechar as igrejas, o governo local usou como pretexto o argumento de que os templos não tinham a licença de construção, necessária para sua utilização. Um dos três prédios é uma pequena capela católica histórica, que existe há quase 40 anos e que recebe dezenas de fiéis durante os cultos.
Apesar de estar em uma área de maioria muçulmana, a província de Aceh sempre foi caracterizada por um forte "espírito de tolerância" e este é o "primeiro caso" de intervenção das autoridades contra os lugares de culto da minoria cristã.
O fechamento é resultado de uma longa série de protestos promovidos nos últimos meses por movimentos extremistas islâmicos da região. Entre eles o Fórum Muçulmano Singkil, que acusa a "proliferação" de igrejas cristãs na região. Em particular, eles acusam a construção de 27 casas de oração, quando, segundo um "acordo consensual" feito em 2001 entre cristãos e muçulmanos, há apenas uma igreja permanente e quatro undung-undung (capelas de oração).
Na Indonésia, as minorias religiosas, como os cristãos, experimentam discriminação em serviços públicos, como a negação da emissão de certidão de nascimento, casamento e carteira de identidade. A sociedade indonésia, em geral agitada por muçulmanos fundamentalistas, apresenta uma tolerância cada vez menor às pessoas que abandonam o islamismo para seguir outra religião.
Informações: Portas Abertas
Os protestos iniciados por uma ala de radicais islâmicos resultou no fechamento de três igrejas cristãs na província de Aceh, a única na Indonésia onde a lei islâmica (sharia) foi decretada.
De acordo com os radicais, as igrejas eram ilegais e eles exigiram – fazendo ameaças - a intervenção das autoridades. Para fechar as igrejas, o governo local usou como pretexto o argumento de que os templos não tinham a licença de construção, necessária para sua utilização. Um dos três prédios é uma pequena capela católica histórica, que existe há quase 40 anos e que recebe dezenas de fiéis durante os cultos.
Apesar de estar em uma área de maioria muçulmana, a província de Aceh sempre foi caracterizada por um forte "espírito de tolerância" e este é o "primeiro caso" de intervenção das autoridades contra os lugares de culto da minoria cristã.
O fechamento é resultado de uma longa série de protestos promovidos nos últimos meses por movimentos extremistas islâmicos da região. Entre eles o Fórum Muçulmano Singkil, que acusa a "proliferação" de igrejas cristãs na região. Em particular, eles acusam a construção de 27 casas de oração, quando, segundo um "acordo consensual" feito em 2001 entre cristãos e muçulmanos, há apenas uma igreja permanente e quatro undung-undung (capelas de oração).
Na Indonésia, as minorias religiosas, como os cristãos, experimentam discriminação em serviços públicos, como a negação da emissão de certidão de nascimento, casamento e carteira de identidade. A sociedade indonésia, em geral agitada por muçulmanos fundamentalistas, apresenta uma tolerância cada vez menor às pessoas que abandonam o islamismo para seguir outra religião.
Informações: Portas Abertas
Fonte:CPAD NEWS
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