terça-feira, 10 de abril de 2012

Espanha é condenada pelo Tribunal de Direitos Humanos por discriminar pastor evangélico

Um pastor entrou com processo ao ter seu pedido de aposentadoria negado pela justiça de Barcelona


Tribunal de Direitos Humanos da Europa.
O pastor da Igreja Evangélica Espanhola (IEE) Francisco Manzanas Martín abriu um processo no Tribunal Europeu de Direitos Humanos alegando que seu país discrimina pastores evangélicos tratando-os de maneira diferenciada em relação aos padres católicos.
O processo foi julgado e o Tribunal condenou a Espanha por fazer discriminação religiosa. Na sentença o Tribunal Europeu afirmou que antes de se promulgar a Constituição, o decreto real 2398/1977 que regula a Segurança Social do clero integrou de maneira imediata os sacerdotes católicos e em 1999 integrou os evangélicos.
Ficou decidido também que a justiça espanhola tem demorado muito em integrar os pastores evangélicos ao regime de Segurança Social, pois esses sacerdotes possuem o mesmo direito de receber as mesmas prestações que os sacerdotes católicos.
Manzanas Martín reclama do direito de receber uma pensão, o que seria a aposentadoria aqui no Brasil, por ter trabalhado como pastor entre 1952 e 1991. Em 2004 ele teve o pedido de pensão negado pelo Instituto Nacional de Segurança Social “por não haver alcançado o período mínimo de contribuição”, que no caso seria de 15 anos.
Mas além do período que trabalhou como pastor, Manzanas exerceu função remunerada entre 1944-46 e 1974-78, o juiz de Barcelona chegou a sentenciar em seu favor em 2005, mas em 2009 o Tribunal Constitucional rejeitou o recurso.
O caso foi para o Tribunal Europeu que condenou a Espanha a pagar 3.000 euros por danos morais e 6.000 pelos gastos e custos do processo. O Estado agora pode acordar um valor pelos danos materiais em relação a essa pensão.
Traduzido e adaptado de Acontecer Cristiano
Fonte: Gospel Prime

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