“O Estado é laico, mas não é ateu”, afirma deputado evangélico
Para Roberto de Lucena há muita diferença entre governar de acordo com uma religião e tirar Deus do comando da nação
Para o deputado que é evangélico há muita diferença entre o Estado ser laico e ser ateu. “O Brasil é uma República e um Estado laico. Dizer que um Estado seja laico não significa dizer que seja um Estado ateu”, escreveu ele.
Sobre as atitudes da presidente Dilma, Lucena, que entregou à líder do Estado um exemplar da Bíblia Sagrada, disse que ela está sendo pautada não por uma religião, mas pelos interesses de toda uma nação. “Ela tem dado sinais de que persegue o ideal de governar o País com seriedade, responsabilidade, sensibilidade, transparência, competência e firmeza – ideal que para ela parece estar acima das questões menores, e dos interesses que sejam menores que os interesses de todos.”
Sobre o Estado ser laico o deputado federal também lembra que na Carta Magna há um trecho que evoca a proteção de Deus. E não é só isso, a Bíblia também fundamenta a fé de grande parte da população brasileira que se declara cristã.
Leia o artigo de Roberto de Lucena:
“Religião é “religamento”. É a palavra utilizada
para falar da “reconexão”, do “reencontro”, da “retomada no
relacionamento” entre o homem e Deus, entre a criatura e o criador,
entre o humano e o divino.
Religião, portanto, traduz o esforço do ser humano
em sua busca por Deus, e é claro que esse movimento deveria ser
acompanhado em todo o tempo de um consequente crescimento e
amadurecimento espiritual.
Religiosidade e espiritualidade são coisas distintas
– tanto uma quanto a outra são produtos de nossa relação com a
religião. A espiritualidade é o bom fruto de uma relação saudável com a
religião.
Uma humanidade mais pautada pela espiritualidade do
que pela religiosidade haveria de ser, sem dúvida, o pêndulo do mundo, o
equilíbrio planetário. Haveríamos de ser, certamente, uma família
global, onde o bem de todos importaria a cada um e o bem de cada um
importaria a todos.
É possível imaginar, nessa perspectiva, um mundo
menos violento, com menos sofrimento e com mais fraternidade, paz e
justiça social.
No entanto, ao contrário disso, as guerras mais
sangrentas da humanidade foram geradas no útero da religiosidade. Muita
gente morreu, foi perseguida, foi oprimida ou foi prejudicada em nome
dessa má religiosidade a que me refiro. Muitos ainda hoje são vítimas
dela, em pleno século XXI.
A verdadeira espiritualidade não mata, não persegue,
não destrói. Ela promove a vida e vida com abundância. Ela valoriza a
verdade, a verdade que liberta. A verdadeira espiritualidade é fruto do
exercício da verdadeira fé. E dessa fé todos nós necessitamos. O Brasil
necessita.
Se essa fé não estivesse presente no campo, na
floresta, nos grandes centros urbanos, em alto mar, nos morros, na
periferia, nos condomínios de alto padrão, nas escolas, e em toda a
parte, o Brasil estaria em convulsão.
Semanas atrás, a presidenta Dilma Roussef foi muito criticada por setores do movimento LGBT por ter se aproximado de segmentos evangélicos. Diziam os manifestantes homossexuais: “Dilma, que papelão! Não se governa com religião!”. Certamente essa religião a que se referiam essas pessoas não é a mesma a que nos referimos nesse momento.
Semanas atrás, a presidenta Dilma Roussef foi muito criticada por setores do movimento LGBT por ter se aproximado de segmentos evangélicos. Diziam os manifestantes homossexuais: “Dilma, que papelão! Não se governa com religião!”. Certamente essa religião a que se referiam essas pessoas não é a mesma a que nos referimos nesse momento.
A Bíblia Sagrada, livro que, com muita honra,
presenteei a presidenta, ensina o respeito, a tolerância, o amor, o
perdão e a prática da justiça. Ela é o fundamento da fé de grande parte
da população brasileira, especialmente aqueles que se declaram cristãos.
O Brasil é uma República e um Estado laico. Dizer
que um Estado seja laico não significa dizer que seja um Estado ateu.
Aliás, pelo contrário, o preâmbulo da nossa Constituição Federal, a
nossa Carta Magna, traduz esse sentimento captado por nossos ilustres
constituintes, quando evoca a proteção de Deus.
A presidenta Dilma tem sido para uma multidão de
milhões de brasileiros uma agradável surpresa. Ela tem dado sinais de
que persegue o ideal de governar o País com seriedade, responsabilidade,
sensibilidade, transparência, competência e firmeza – ideal que para
ela parece estar acima das questões menores, e dos interesses que sejam
menores que os interesses de todos.
A presidenta Dilma tem o nosso respeito e tem
merecido a nossa confiança. Um dia ela haverá de passar, como seus
antecessores, e certamente deixará uma marca extraordinária. A fé, no
entanto, permanecerá!
Quero expressar o meu respeito à fé, e nesse Dia Mundial da Religião homenagear as pessoas de fé desse País, de todos os credos e de todas as religiões.
Quero expressar o meu respeito à fé, e nesse Dia Mundial da Religião homenagear as pessoas de fé desse País, de todos os credos e de todas as religiões.
Que Deus abençoe o Brasil!
Deputado federal Roberto de Lucena (PV-SP),
vice-presidente do Conselho Nacional dos Pastores do Brasil (CNPB) e
pastor da Igreja O Brasil Para Cristo.”
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