A lei de causa e efeito
“E era Abrão da idade de oitenta e seis anos quando Agar deu Ismael a Abrão. Sendo, pois, Abrão da idade de
noventa e nove anos, apareceu o Senhor a Abrão e disse-lhe: Eu sou o
Deus Todo-poderoso; anda em minha presença e sê perfeito” (Gn 16.16;
17.1).
Diz certo ditado que
“quem pergunta quer resposta”. Como é frustrante experimentarmos o
silêncio de quem estávamos tendo comunicação, e que, de repente, esse
contato é cortado por alguma razão específica. Mesmo que, a princípio,
não encontremos motivos para tal acontecimento, nesses casos podemos
aplicar a 3ª lei de Newton, isto é, a lei de causa e efeito:
Toda ação provoca uma reação de igual intensidade, mesma direção e em sentido contrário". A Física aplicada às relações.
Quando Deus apareceu a
Abrão pela primeira vez este tinha setenta e cinco anos. Nesta ocasião o
Senhor lhe fez a promessa de que faria dele uma grande nação, o
abençoaria, engrandeceria seu nome e ele seria uma bênção onde quer que
fosse. Ainda acrescentou que abençoaria aos que o abençoasse e
amaldiçoaria aos que o amaldiçoasse. E todas as famílias seriam benditas
nele (Gn 12.2-4).
Mesmo sendo já idoso, e
sua mulher Sarai estéril (Gn 11.30), Abrão não retrucou com Deus
tentando justificar sua real condição, que aos olhos humanos
impossibilitaria o grande propósito do Senhor para sua vida. Partiu
daquela terra em que habitava com toda a sua família, e foram todos para
a terra de Canaã.
Enquanto aguardava o
cumprimento da promessa de Deus Abrão ia prosperando. Tornou-se um homem
rico em gado, em prata e ouro (Gn 13.2), mas os filhos prometidos por
Deus não vinham; mas ele não duvidava dAquele que havia feito a
promessa, como nos aponta o texto de Romanos 4.17-21).
“(como está
escrito: Por pai de muitas nações te constitui), perante Aquele no qual
creu, a saber, Deus, o qual vivifica os mortos e chama as coisas que não
são como se já fossem). O qual, em esperança que seria feito pai de
muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua
descendência. E não enfraqueceu na fé, nem atentou para o seu próprio
corpo amortecido (pois já era de quase cem anos), nem tampouco para o
amortecimento do ventre de Sara. E não duvidou da promessa de Deus por
incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus; e estando
certíssimo de que o que ele tinha prometido também era poderoso para o
fazer”.
Haviam-se passado
onze anos; apesar de Abrão manter-se firme diante da promessa de Deus,
Sarai sua mulher, não tinha a mesma opinião.
Tinha se passado
muito tempo, e, tudo indicava que Deus havia se “esquecido” da promessa.
Olhava para as circunstâncias, que aparentemente eram contrárias, e
deixou-se levar pela lógica humana: Se Deus havia prometido filhos ao
seu marido não seria ela a mãe, já que era estéril e idosa. E, a partir
de um costume permitido entre os povos da época, ofereceu sua serva
egípcia, para que esta desse ao seu marido o filho que julgava ser
impossível vir do seu ventre. Agar serviria de uma espécie de “barriga
de aluguel” dos dias atuais.
Abrão deixou-se
convencer pelos argumentos de sua mulher, a ponto de esquecer-se
momentaneamente das promessas de Deus. A serva de Sarai concebeu e deu a
luz a Ismael, que significa “Deus está ouvindo” quando Abrão tinha
oitenta e cinco anos. O “arranjo” culturalmente aceito pela sociedade da
época não teve a mesma opinião de Deus, pois ficava claro que haviam
duvidado do Deus do impossível. Abrão amargou o silêncio de Deus por
treze anos. Antes, o Senhor falava sempre com ele, agora ele se vê só e
sem a direção de que tanto necessitava.
Quando Abrão tinha
noventa e nove anos o Senhor apareceu a ele. Apresentou-se como o Deus
Todo-poderoso; aquele que faz coisas extraordinárias aos olhos humanos,
incluindo sarar um ventre amortecido; “que faz com que a mulher
estéril habite em família e seja alegre mãe de filhos” (Sl 113.9), e
ainda o advertiu a andar na presença dEle e ser perfeito (Gn 17.1).
Abrão deveria buscar a perfeição olhando apenas para a promessa da
Palavra do Senhor, e não dando ouvidos a opiniões humanas.
Após amargar o
triste silêncio de Deus, e ter sido advertido por Ele, Abrão reconhece o
seu erro, ficando visível sua atitude quando caiu sobre seu rosto (Gn
17.3). O Senhor pode, então, reiterar o Seu concerto com ele, e ainda
ampliá-lo, mudando também seu nome para Abraão, pois Deus faria dele,
agora, pai de uma multidão de nações. E assim aconteceu, pois a partir
da sua semente deu origem ao povo árabe, através de Ismael, e aos
judeus, com o nascimento de Isaque.
O ditado popular
que diz que “a voz do povo é a voz de Deus” nunca poderá ser aplicado
aos servos do Senhor, pois precisamos aprender a calar as vozes ao nosso
redor, e esperarmos pelo cumprimento da palavra dAquele que é a
Verdade, “que vela sobre a Sua Palavra para a cumprir” (Jm 1.12). Se
recebermos uma promessa de Deus deveremos esperar por seu cumprimento, e
não tentarmos dar um “jeitinho brasileiro” para que aconteça.
Quantos tomam
atitudes precipitadas quando se encontram em situações difíceis, como
crises financeiras, e, que, ao invés de orar a Deus, colocando suas
necessidades, pedindo uma direção sábia e aguardando a resposta, optam
por contrair empréstimos a juros abusivos; e aquilo que a princípio
parecia ser uma solução fácil, mostra-se como uma armadilha ou
transferência de dívidas. Deixa-se de dever um, e passa-se a dever
três.
Quando
estamos diante de problemas simples ou aparentemente de difícil solução,
devemos confiar na Palavra infalível de Deus, que diz: “O meu Deus,
segundo suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória,
por Cristo Jesus” (Fl 4.19). Todas as necessidades incluem finanças,
saúde, emoções, entre outras. A Palavra diz “quem crer verá a gloria
de Deus” (Jo 11.40). Logicamente que “o crer” é a peça fundamental para
mover a mão de Deus em nosso favor. Crer é mais do que apenas dizer que
tem fé. A fé é o combustível para dar força às nossas orações, baseadas
nas promessas da Palavra de Deus, e o crer, como verbo, denota ação.
Portanto devo agir em relação à palavra de fé que saiu dos meus lábios
na oração; como se aquilo de que preciso já estivesse comigo. Assim
Jesus Cristo promete:
“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito” (Jo 15.7).
Quando
damos “voz” a Palavra escrita de Deus, em Nome de Jesus, os anjos vêm e
realizam a obra necessária que estamos pleiteando, assim como nos
afirma Salmos 103.20: “Bendizei ao Senhor, anjos seus, magníficos em
poder, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua Palavra”. Se
escolhermos trilhar nossos próprios caminhos não poderemos contar com
os anjos de Deus em nosso favor. Estaremos entregues a nós mesmos e Deus
não mais falará conosco. Para quê falaria Ele a alguém que não acataria
as Suas ordens?
Nunca
devemos tentar dar “uma mãozinha” a Deus, como se Ele precisasse disso
para nos abençoar. Muitas atitudes que são tomadas sem a permissão de
Deus acarretam problemas terríveis para os que as fazem. Assim como a
atitude de Abraão trouxe a inimizade entre as nações as quais ele deu
origem; até hoje os filhos herdeiros, os judeus, enfrentam a hostilidade
dos seus “meio” irmãos árabes. Ambos brigam pelo mesmo direito de
herança: Jerusalém; ainda que Deus nunca tenha dito que os descendentes
de Ismael teriam este direito.
Devemos observar o que Deus orienta em Sua Palavra. Ele nos diz: “Porque
necessitais de paciência para que, depois de haverdes feito a vontade
de Deus, possais alcançar a promessa. Porque ainda um poucochinho de
tempo, e o que há de vir virá e não tardará. Mas o justo viverá da fé;
e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele” (Hb 10.36-38). Se
recuarmos, olharmos para outras direções opostas as de Deus, não
poderemos contar com Ele. Sua Palavra orienta que “o obedecer é
melhor do que sacrificar” (1 Sm 15.22). Não adianta fazer o que Ele não
mandou e depois ficar fazendo sacrifícios, campanhas e jejuns. Deus não é
mercenário! É melhor ficarmos com Sua Palavra e termos sucesso em tudo.
''Mônica Valentim''
''Desejo à todos um feliz Natal e um ano novo repleto de saúde,paz e prosperidade!''
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
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